Tem algo nos domingos que nos atravessa de um jeito diferente. Os domingos têm som de programas antigos na televisão e um ar de despedida silenciosa, do tempo, de momentos e, muitas vezes, de pessoas.
É nesse dia que a saudade parece encontrar espaço para se sentar ao nosso lado. Ela chega sem avisar, entre uma refeição em família ou na solidão do fim de tarde. Às vezes, saudade de quem já partiu. Outras, do que não vivemos ou daquilo que já ficou para trás.
O domingo nos convida a desacelerar, e quando isso acontece, tudo aquilo que abafamos durante a semana ganha volume. Emoções mal resolvidas, afetos guardados, ausências que doem. Mas também pode ser um bom momento para acolher tudo isso com carinho e respeito.
Se os sentimentos vieram à tona, tudo bem. Nem todos os dias precisam ser leves, e sentir faz parte do que nos torna humanos. Que esse sentimento possa ser acolhido com gentileza, e que cada domingo encontre, aos poucos, um novo significado dentro de você.


